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Opinião - Estou com Abílio Diniz e não devemos mesmo ir embora do Brasil
28 de setembro de 2018
Opinião - Estou com Abílio Diniz e não devemos mesmo ir embora do Brasil

Nestes momentos, com ânimos tão exaltados, as ponderações e orientações do artigo “Não vamos embora do país”, de Abílio Diniz, podem trazer um pouco de luz à discussão e calma quando da análise e aceitação dos resultados.

No início de minha vida adulta, votei pela primeira vez para presidente em 1989 em meio ao clima de “nós x eles”, e cujo resultado não foi bom. Após essa experiência traumática, parecia que estávamos amadurecendo e passamos a aceitar os resultados das urnas com mais cidadania.

Porém, desde 2014 estamos, passo a passo, regressando a uma confrontação de posições e não de ideias e propostas. Com vistas a ajudar neste momento decisivo para a nação brasileira abaixo resumo algumas colocações do Abílio Diniz.

Trabalhador x empresário: somos duas faces da mesma moeda. O País não pode rachar numa anacrônica luta de classes.

Na história recente do país, podemos constatar que trabalhadores e empresários sobem e descem juntos na gangorra da economia brasileira. O último grande ciclo de avanço socioeconômico brasileiro mostrou que empresários e trabalhadores avançam muito mais quando avançam juntos.

Mesmo países com governos de esquerda, sabem da importância do empresariado. A China comunista só cresceu depois de se abrir à iniciativa privada. Já na Venezuela, o governo entrou em confronto direto com o empresariado, e os resultados estão aí.

Os crescentes privilégios das corporações e um sistema previdenciário que agracia os mais ricos, são alguns dos principais instrumentos de concentração de renda no Brasil hoje.

Previsibilidade e um bom ambiente de negócios, supervisionado por um Estado justo, enxuto e eficaz, valem mais que qualquer “bolsa empresário” (benesses, subsídios ou desonerações que desequilibram a competição).

Independentemente do resultado das urnas de 7 de outubro, a maioria de nós empresários seguirá aqui, criando empregos e gerando riqueza, como sempre fizemos, nos melhores e nos piores momentos da economia brasileira.

Seja quem for o eleito, a partir de janeiro ele será o presidente de todos. O Abílio Diniz finaliza conclamando que a crise pede união e visão de que precisamos sair das eleições mais unidos para focar no que importa: a retomada do crescimento sustentável com emprego e distribuição de renda.

Eu não posso divergir dele. O texto acima é minha livre interpretação do artigo “Não vamos embora do país”, escrito por Abílio Diniz, presidente do Conselho da Península Participações e publicado no Estadão da última terça-feira, dia 25.09.18, portanto pode não refletir exatamente a mensagem do autor. Mas você pode acessar ao texto original em http://aprovinciadopara.com.br/artigo-abilio-diniz-nao-vamos-embora-do-pais/   


[*] Juliano Cesar Faria Souto

[*] É empresário, 54 anos, administrador de empresas graduado de Faculdade de Administração de Brasília, com MBA em gestão empresarial pela FGV e estanciano. Atua como sócio administrador da empresa Fasouto no setor atacadista distribuidor e auto serviço. É líder empresarial exercendo, atualmente, o cargo de vice-presidente da Abad - Associação Brasileira de Atacado e Distribuidores. 

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